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HEDERA CATARINENSE LABORATORIO CATARINENSE LTDA - bula do profissional da saúde

Dostupné balení:

Bula do profissional da saúde - HEDERA CATARINENSE LABORATORIO CATARINENSE LTDA

Hedera CatarinenseHedera Catarinense

Hedera helix L.

MEDICAMENTO FITOTERÁPICO

Folhas

NOMENCLATURA POPULAR

Hera sempre-verde

FAMILIA: Araliaceae

APRESENTAÇÕES

Cartuxo com fraco plástico contendo 150ml do produto e copo dosador.

FORMA FARMACEUTICA:

Xarope

COMPOSIÇÃO

Cada mL do produto contém7 mg de extrato hidroetanólico

seco (4–8:1) de folhas de Hedera helix L.; equivalente a 0,84mg de Hederacosídeo C[marcador] excipiente: (sorbitol, sorbato de potássio, goma xantana, sucralose, ácido cítrico, citrato de sódio di-hidratado, aroma de banana e água purificada).

VIA ORAL

USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDEINFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Hedera Catarinense é indicado como expectorante e mucofluidificante nos casos de tosse produtiva e tosse com catarro(1).

2. resultados de eficácia

Em um estudo publicado por Fazio et al. (2009)(2), foi avaliado a tolerância, segurança e eficácia do extrato de Hedera helix em 9657 pacientes, sendo 53,7% crianças (0 a 14 anos) e 46,3% adultos (15 a 98 anos). Os pacientes apresentavam tosse, expectoração, dispneia e dor peitoral e foram tratados com xarope das folhas de Hedera helix na concentração de 700 mg de extrato seco (ratio: 5 – 7,5:1, com solvente extrator: etanol 30%)/100 mL, durante 7 dias. Foi observada melhoria e ausência dos sintomas após o tratamento em 95,1% dos pacientes. 96,6% dos casos apresentaram tolerância boa ou muito boa em relação ao uso do medicamento. Foram observados efeitos adversos em apenas 2,1% dos casos, sendo a maioria desordens gastrointestinais suaves e de natureza transitória(2).

Bolbot et al. (2004)(3) realizaram estudo com 50 crianças entre 2–10 anos com diagnóstico de bronquite aguda. Neste estudo, as mesmas foram tratadas com um xarope contendo extrato de Hedera helix 5–7,5:1 (etanol 30%) durante um período de 7–10 dias. A taxa de eficácia neste estudo foi de 96% no combate a tosse, escarro, respiração curta e dor respiratória. Este estudo também sugeriu efeito espasmolítico do extrato.

3. características farmacológicas

Hedera Catarinense contém em sua formulação o extrato seco das folhas de Hedera helix L., obtido através da extração com etanol 30% não presente no produto final. O extrato contém em sua composição saponinas triterpênicas, principalmente as bidesmosídicas como hederagenina, ácido oleanólico e baiogenina, sendo que, o hederacosídeo C é a saponina majoritária(4). O extrato apresenta atividade mucolítica. Sua ação aumenta a expectoração, eliminando as secreções que obstruem as vias aéreas(5).

4. contraindicações

Pacientes com histórico de hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes da fórmula não devem fazer uso do produto.

Este medicamento é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade (alergia) a plantas da família Araliaceae.

Hedera Catarinense contém em sua fórmula sorbitol, o qual é transformado em frutose no organismo.

Portanto, o produto não deve ser utilizado por pacientes que possuam intolerância à frutose.

Mulheres grávidas ou amamentando não devem utilizar este produto, já que não há estudos que possam garantir a segurança nessas situações.

Este medicamento não deve ser utilizado por menores de 2 anos de idade.

5. advertências e precauções

NÃO CONTÉM AÇÚCAR

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.

Deve-se acompanhar a ocorrência de mal-estar persistente ou aparecimento de insuficiência respiratória, febre, expectoração purulenta ou com sangue(1).

Ainda que estudos não tenham demonstrado alterações nos pacientes idosos, é sempre recomendável um acompanhamento médico rigoroso a estes pacientes.

O uso concomitante com opiáceos antitussígenos como codeína ou dextrometorfano não é recomendado sem aconselhamento médico(1).

Recomenda-se cautela para a administração em pacientes com gastrite ou úlcera gástrica(1).

6. interações medicamentosas

Até o momento não há relatos de interações com outros medicamentos(1).

7. cuidados de armazenamento do produto

Hedera Catarinense deve ser guardado em sua embalagem original, à temperatura ambiente (15–30°C), protegido da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após aberto, válido por três meses.

O produto apresenta-se como um líquido viscoso, levemente turvo, com odor de banana e sabor doce, característico de banana.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. posologia e modo de usar:

8. posologia e modo de usar:

Utilizar apenas a via oral. O uso deste medicamento por outra via, que não a oral, pode causar a perda do efeito esperado ou mesmo promover danos ao seu usuário.

Utilizar o copo dosador para dosar o volume a ser administrado, seguindo as instruções para cada faixa etária descrita a seguir:

Posologia:Posologia:

– Ingerir 2,5 mL (equivalentes 17,5mg de extrato e correspondentes a 2,1mg de Hederacosídeo C [marcador]), duas vezes ao dia.

Crianças entre 6 e 11 anos:

– Ingerir 2,5 mL (equivalentes 17,5mg de extrato e correspondentes a 2,1mg de Hederacosídeo C [marcador]), três vezes ao dia.

Adultos (acima de 12 anos):

– Ingerir 5,0 mL (equivalentes 35mg de extrato e correspondentes a 4,2mg de Hederacosídeo C [marcador]), três vezes ao dia.

A duração do tratamento foi estabelecida em 7 dias(1).

9. reações adversas

Hedera Catarinense pode provocar um ligeiro efeito laxante, provavelmente vinculado à presença de sorbitol em sua fórmula.

Podem ocorrer reações gastrointestinais (náuseas, vômitos e diarreia) e alérgicas (urticaria, erupções cutâneas e dificuldade de respiração(1).

Não há riscos à saúde ou reações adversas após o uso das doses recomendadas, entretanto existe um potencial moderado, em indivíduos predispostos, para sensibilização por contato cutâneo.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos – VIGIMED, disponível em , ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. superdose

10. superdose

A ingestão de quantidades superiores à dose diária máxima recomendada pode produzir náuseas, vômitos, diarreia e agitação(1).

Em caso de superdosagem, recomenda-se suspender o uso e procurar orientação médica.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações

REFERÊNCIAS:

(1) European Union herbal monograph on Hedera helix L., folium, 2015

(2) FAZIO, et al. Tolerance, safety and efficacy of Hedera helix extract i inflamatory bronchial disease under clinical practice conditions: A prospective, open multicentre postmarketing study in 9657 patients. Phytomedicine, n. 16, v. 1, 2009.

(3) BOLBOT, et al. Comparing the efficacy and safety of high-concentrate (5–7,5:1) ivy leaves extract andacetiylcysteine for treatment of children with acute bronchittis. Diagnosis and Therapy, 2004.

(4) WITCHL, M. et al. Herbal drugs and phytopharmace­uticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3 ed. Medpharm. CRC Press. Washington, 2004.

(5) Assessment report on Hedera helix L., folium, 2015.