O grupo ATC G04CX02 é composto por medicamentos que contêm Serenoa repens, uma planta nativa da América do Norte e utilizada há séculos pelos povos indígenas para tratar problemas urinários e de próstata.
No Brasil, a Serenoa repens é conhecida como saw palmetto e tem sido amplamente utilizada na medicina popular para o tratamento de sintomas relacionados à hiperplasia prostática benigna (HPB), como dificuldade em urinar, aumento da frequência urinária e dor ao urinar.
Além dos medicamentos que contêm exclusivamente a Serenoa repens, existem também outros produtos que combinam essa planta com outras substâncias ativas, como vitaminas e minerais. Esses produtos são comercializados como suplementos alimentares e podem ser encontrados em diversas formas, como cápsulas, comprimidos e chás.
Embora os benefícios da Serenoa repens no tratamento da HPB ainda não tenham sido totalmente comprovados pela ciência, estudos têm demonstrado que ela pode ajudar a reduzir os sintomas dessa condição. Uma revisão sistemática publicada em 2018 na revista científica Cochrane Database of Systematic Reviews concluiu que o uso de extrato de saw palmetto pode levar a uma melhora modesta nos sintomas urinários relacionados à HPB.
No Brasil, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que a HPB é uma das principais causas de internações hospitalares entre homens acima dos 50 anos. Em 2019, foram registradas mais de 11 mil internações por essa condição no país.
Apesar de ser considerada uma planta segura, a Serenoa repens pode causar efeitos colaterais em algumas pessoas, como dor de cabeça, náusea e diarreia. Por isso, é importante que o uso desse medicamento seja orientado por um profissional de saúde.
Em resumo, o grupo ATC G04CX02 é composto por medicamentos e suplementos alimentares que contêm Serenoa repens, uma planta utilizada tradicionalmente para tratar problemas urinários e de próstata. Embora seus benefícios ainda não tenham sido totalmente comprovados pela ciência, estudos têm demonstrado que ela pode ajudar a reduzir os sintomas da hiperplasia prostática benigna. No Brasil, essa condição é uma das principais causas de internações hospitalares entre homens acima dos 50 anos.