O grupo ATC G03FA11 é composto por medicamentos que contêm a combinação de levonorgestrel e estrogênio. Essa combinação é utilizada como contraceptivo oral, ou seja, para prevenir a gravidez.
No Brasil, essa classe de medicamentos é amplamente utilizada pelas mulheres em idade fértil. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2019 foram distribuídas mais de 15 milhões de cartelas de anticoncepcionais combinados no país.
O levonorgestrel é um hormônio sintético que age como progestágeno, enquanto o estrogênio é um hormônio feminino natural. Juntos, eles inibem a ovulação e tornam o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides.
Além da contracepção, os anticoncepcionais combinados também podem ser utilizados para tratar condições como dismenorreia (cólicas menstruais), síndrome dos ovários policísticos e endometriose.
No entanto, assim como qualquer medicamento, os anticoncepcionais combinados apresentam riscos e efeitos colaterais. Mulheres fumantes com mais de 35 anos ou com histórico pessoal ou familiar de trombose venosa profunda devem evitar o uso desses medicamentos.
Outros possíveis efeitos colaterais incluem náuseas, dor de cabeça, alterações no humor e na libido, aumento do risco de câncer de mama em mulheres com histórico familiar da doença e aumento do risco de trombose arterial em mulheres com fatores predisponentes.
Por isso é importante que o uso de anticoncepcionais combinados seja sempre orientado por um profissional de saúde, que irá avaliar o histórico médico da paciente e indicar a melhor opção de contracepção para cada caso.
Em resumo, o grupo ATC G03FA11 é composto por medicamentos que contêm a combinação de levonorgestrel e estrogênio, utilizados como contraceptivos orais. Esses medicamentos são amplamente utilizados no Brasil, mas apresentam riscos e efeitos colaterais que devem ser considerados antes do seu uso. O acompanhamento médico é fundamental para garantir a segurança e eficácia desses medicamentos.