Os fibratos são uma classe de medicamentos utilizados para reduzir os níveis de triglicerídeos e aumentar o colesterol HDL (o chamado "colesterol bom"). Eles pertencem ao grupo ATC C10AB.
No Brasil, a prevalência de dislipidemia (alterações nos níveis de lipídios no sangue) é alta, afetando cerca de 40% da população adulta. Os fibratos são uma opção terapêutica importante para o tratamento dessa condição.
Os fibratos atuam principalmente no fígado, onde reduzem a produção de triglicerídeos e aumentam a síntese do colesterol HDL. Eles também podem melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a inflamação.
Os principais representantes da classe dos fibratos disponíveis no Brasil são o fenofibrato e o bezafibrato. Ambos os medicamentos são administrados por via oral, geralmente uma vez ao dia.
O fenofibrato é indicado para o tratamento da hipertrigliceridemia isolada ou associada à hipercolesterolemia. Ele pode ser utilizado em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e síndrome metabólica. O bezafibrato é indicado para pacientes com hipertrigliceridemia grave que não respondem adequadamente às medidas não farmacológicas.
Os fibratos podem causar alguns efeitos colaterais, como dor abdominal, náusea, diarreia e aumento das enzimas hepáticas. Em casos raros, pode ocorrer miopatia (doença muscular) ou rabdomiólise (destruição das células musculares), especialmente quando combinados com outras classes de medicamentos para redução de lipídios.
É importante ressaltar que os fibratos não devem ser utilizados em pacientes com doença hepática grave ou insuficiência renal. Eles também devem ser evitados em pacientes com história de miopatia ou rabdomiólise induzida por medicamentos.
Os fibratos podem interagir com outros medicamentos, como anticoagulantes e estatinas, aumentando o risco de efeitos colaterais. Portanto, é importante informar ao médico sobre todos os medicamentos que o paciente está utilizando antes de iniciar o tratamento com fibratos.
Em resumo, os fibratos são uma classe importante de medicamentos para o tratamento da dislipidemia no Brasil. Eles atuam principalmente na redução dos níveis de triglicerídeos e aumento do colesterol HDL. No entanto, eles podem causar alguns efeitos colaterais e interagir com outros medicamentos, portanto, devem ser utilizados sob supervisão médica adequada.